Quem assiste filmes antigos, gosta da cultura lolita ou vestimentas de época, já deve ter visto algumas variações dessa peça que, em tradução literal significa gorro.
Bonnets deriva da mesma palavra francesa, inicialmente indicando um tipo de material. Atualmente apenas alguns tipos de gorros são referidos como bonnets, mais comum aos em bebês.
Em meados do século XVIII "house bonnets" usados por mulheres e meninas geralmente não tinham abas e eram amarrados sob o queixo e não cobriam a testa. Eram usados em ambientes fechados para manter o cabelo arrumado e ao ar livre para evitar a poeira. Em 1770 os penteados passaram a ser mais elaborados, então os bonnets começaram a ser usados para protege-los do vento e do tempo.
Na Paris de 1780, gorros desestruturados eram moda e em 1817 os estruturados feitos por modistas já enfeitavam as cabeças das moças.
O modelo estruturado foi especificado como uma veste para carruagem aberta, dando um pouco de privacidade a quem o usa além de proteger contra doenças, segundo crenças da época. Em 1815 a palha voltou a moda e os melhores bonnets feito com o material vieram de Livorno.
Alguns estilos de bonnets entre 1817 e 1845 teve um grande bico, que efetivamente impedia as mulheres de olhara para os lados sem virar a cabeça: um "coal-scuttler" (balde de carvão) ou "poke" bonnet (gorro de empurrar). Outros tinham o bico largo com o angulo maior do que a moldura do rosto. Nos anos de 1840 era frisado na parte superior para enquadrar o rosto em forma de coração. Como os gorros tornaram-se muito mais complexos, por baixo deste podia-se usar um "cornette" de renda para manter o penteado no lugar.
Os bonnets continuaram a ser usados durante o século XIX. Para uma viúva, o bonnet éra um rigor. Gorros de seda e plissados elaborados eram usados ao ar livre ou em locais públicos como lojas, galerias,igrejas e visitas a conhecidos.
Durante o segundo império francês, a sombrinha tomou o lugar na proteção ao sol e os bonnets foram diminuindo de tamanho até só poderem ser usados com ajudas de grampos. Quando os chapéus voltaram a moda, bonnets eram usados por mulheres que queriam ter aparições mais modestas em público, o que resultou na conotação de chapéu de viúva e saiu de moda, exceto no campo.
Boa parte das mulheres de classe média do século XIX tinham ao menos dois bonnets, uma para o verão, geralmente feita de palha e outro feito com tecidos mais pesados, apropriados para o inverno. Mulheres ricas tinham varios modelos para várias ocasiões.
Em alguns grupos religiosos é comum que as mulheres usem o gorro. Foi o caso dos "Quakers" até o começo do século XX e é ainda o caso na "Old Order Mennonites" e na "Amish". Foram também adotados pelo Exercito da Salvação como parte do uniforme feminino. Inicialmente foram introduzidos como proteção para as soldados sendo reforçado com piche para torna-los capacetes. Posteriormente vieram as versões menores, quando já não havia mais a necessidade de proteção. Mais tarde foi substituido por outro tipo de chapéu.