Mini cartolas e acessórios lolita, steampunk, século XVIII, burlesco, vintage e noivas!

Festas e Casamentos

Nos últimos meses ando recebendo muitas visitas de noivas, madrinhas e convidadas de casamento procurando um acessório diferente. Então neste post falarei um pouco sobre o que podemos oferecer! :)

Na loja, temos algumas opções de fascinator, tiaras e mini cartolas, mas também fazemos alterações e produtos personalizados.

O acabamento em sua maior parte é feita em cola, o que proporciona melhor acabamento, já que não há risco de alguma costura torta ficar evidente.

É possível acrescentar ou retirar véu, escolher a cor do cetim ou mesmo trocar o tecido. Imagine a casquete e nós a fazemos com os melhores materiais disponíveis.

Analisamos suas preferências, tiramos todas as dúvidas e só então colocamos um preço.

O único requisito é que o contato seja feito com antecedência. É completamente inviável fazer alterações e enviar em duas semana ou menos.

Compre em nossa loja: http://www.maisonchouettehats.com ou entre em contato por email: contato@maisonchouettehats.com




Bonnet - Gorro


Quem assiste filmes antigos, gosta da cultura lolita ou vestimentas de época, já deve ter visto algumas variações dessa peça que, em tradução literal significa gorro.

Bonnets deriva da mesma palavra francesa, inicialmente indicando um tipo de material. Atualmente apenas alguns tipos de gorros são referidos como bonnets, mais comum aos em bebês.

Em meados do século XVIII "house bonnets" usados por mulheres e meninas geralmente não tinham abas e eram amarrados sob o queixo e não cobriam a testa. Eram usados em ambientes fechados para manter o cabelo arrumado e ao ar livre para evitar a poeira. Em 1770 os penteados passaram a ser mais elaborados, então os bonnets começaram a ser usados para protege-los do vento e do tempo.

Na Paris de 1780, gorros desestruturados eram moda e em 1817 os estruturados feitos por modistas já enfeitavam as cabeças das moças.

O modelo estruturado foi especificado como uma veste para carruagem aberta, dando um pouco de privacidade a quem o usa além de proteger contra doenças, segundo crenças da época. Em 1815 a palha voltou a moda e os melhores bonnets feito com o material vieram de Livorno.

Alguns estilos de bonnets entre 1817 e 1845 teve um grande bico, que efetivamente impedia as mulheres de olhara para os lados sem virar a cabeça: um "coal-scuttler" (balde de carvão) ou "poke" bonnet (gorro de empurrar). Outros tinham o bico largo com o angulo maior do que a moldura do rosto. Nos anos de 1840 era frisado na parte superior para enquadrar o rosto em forma de coração. Como os gorros tornaram-se muito mais complexos, por baixo deste podia-se usar um "cornette" de renda para manter o penteado no lugar.

The Gleaners, by Jean-François Millet, 1857
Os bonnets continuaram a ser usados durante o século XIX. Para uma viúva, o bonnet éra um rigor. Gorros de seda e plissados elaborados eram usados ao ar livre ou em locais públicos como lojas, galerias,igrejas e visitas a conhecidos.

Durante o segundo império francês, a sombrinha tomou o lugar na proteção ao sol e os bonnets foram diminuindo de tamanho até só poderem ser usados com ajudas de grampos. Quando os chapéus voltaram a moda, bonnets eram usados por mulheres que queriam ter aparições mais modestas em público, o que resultou na conotação de chapéu de viúva e saiu de moda, exceto no campo.


Boa parte das mulheres de classe média do século XIX tinham ao menos dois bonnets, uma para o verão, geralmente feita de palha e outro feito com tecidos mais pesados, apropriados para o inverno. Mulheres ricas tinham varios modelos para várias ocasiões.

Em alguns grupos religiosos é comum que as mulheres usem o gorro. Foi o caso dos "Quakers" até o começo do século XX e é ainda o caso na "Old Order Mennonites" e na "Amish". Foram também adotados pelo Exercito da Salvação como parte do uniforme feminino. Inicialmente foram introduzidos como proteção para as soldados sendo reforçado com piche para torna-los capacetes. Posteriormente vieram as versões menores, quando já não havia mais a necessidade de proteção. Mais tarde foi substituido por outro tipo de chapéu.


Dita Von Teese


Uma das melhores dançarinas burlesque sem dúvida é a rainha Dita Von Teese. Com esse vídeo que separei dá para entender a diferença dela para as demais, mas o que realmente quero mostrar aqui não é a apresentação em si, mas o figurino.

Atenção, os vídeos contem nudez parcial. Seja sensato.




Mini cartolas - Mini top hat

A cartola masculina, inicialmente até foi proibida em 1840, mas logo todos os cavalheiros britanicos se renderam à esta peça charmosa. Ela era tão chique que existia até uma etiqueta de uso: Não deveria ficar inclinada mais do que 10 graus em qualquer direção. Isso mostra o quanto o adorno era refinado.


Num estágio mais avançado da era vitoriana, o modelo cai nas graças das senhoras refinadas. Adaptações foram necessárias para isso. Usou-se muito a cartola curta, mas logo foi disponibilizado também as miniaturas em que as senhoras mostravam seu glamour e status enfeitando suas cartolas.



Por volta de 1920, quando o burlesco se renovou incluindo em seus shows strip tease e muita sensualidade, a peça ganhou espaço, tornando-se quase que um acessório indispensável para as dançarinas. O acessório masculino era o fetiche naquele momento da história.


Na década de 1990 quando os japoneses estavam abrindo suas portas para os estrangeiros de todo o mundo, não mais somente aos americanos, as então adolescentes criaram um novo estilo que se espalhou rapidamente, as Gothic Lolita. O estilo, tendo como base a europa vitoriana entre outras épocas, adotou a mini cartola como um de seus acessórios que foi adotado por todos os "seguimentos" de lolitas.

Na loja você pode encontrar alguns modelos de cartolas, de formatos diferentes e que podem ser personalizadas a seu gosto. :)

Top Hat - Cartola (masculino)


No século XVIII, a classe jovem e elegante na Inglaterra se tornou o que era conhecido como Dandies. Muitos consideram Charles II como tendência aos primeiros Dandies. A Grand Tour da Europa, também levou o Dandy Inglês para Itália e França. Em Londres, estes jovens homens viajados formaram o 'Macaroni Club', trazendo alguma elegância do sul para o seu país cinzento e nublado. De 1770-1790, os dandies do Macaroni Clube vestiam branco no pescoço, laços atados em um laço.

No início do século XIX, George Bryan Brummel era o rei sem coroa dos dândis. Brummels se desligou das tendências da moda extrema e anunciou a regra de ouro que ainda se aplica a este dia: "O sinal de estar bem vestido é não chama a atenção." Brummel aconselhou o Rei George IV: "Amarrar uma gravata branca, terá que ser o destaque da vida cotidiana". 

Foi neste contexto que a Silk Top Hat surgiu em 1797 e fez o seu caminho para a Holanda a partir da Inglaterra, através da França. Embora as pessoas já usavassem cartolas no século XVI, esses eram apenas cobertas de seda de pelúcia, em 1797. 
O portador do primeiro chapéu de topo em Inglaterra criou uma enorme agitação.

Durante o Período Imperial (1800-1850), os chapéus - que eram muito mais altos e, basicamente, com laterais retas - eram chamados de chapéus chaminé (stovepipe hats).

A cartola de seda preta era feita a partir de voil, linho, flanela e goma laca. Usando vários tipos de ferros e vapores, a goma laca era "cozida" no tecido em volta de blocos de madeira e coberto com seda de pelúcia negra que vinha da frança. Somente o negociante master, o encarregado, tinha a permissão de cortar o tecido caro. O chapéu era finalizado com uma fita de tecido com 2,5 a 3 cm de largura, que mais tarde foi substituida por uma de seda com nervuras. Durante os primeiros anos da era vitoriana as cartolas eram extremamente altas, algumas chegavam a 20 cm.

Mais tarde, ainda na era vitoriana, 1837-1901, a altura foi reduzida para entre 16 e 17 cm. Por volta de 1890, o cartola também recebeu uma coroa maior, para parecer mais adaptado ou 'cortado'. Por volta de 1920, as cartolas tinham cerca de 12 a 13 cm de altura. Isso se mantém ainda hoje.

Como sinal de luto, familiares e amigos colocavam uma faixa larga de luto ao redor dos seus chapéus, a maioria com uma fileira vertical de pequenos botões de seda nas laterais. A faixa era de grande importância no funeral. O locutor funeral tinha um véu negro de luto pendurado em seu chapéu. Anos antes ele usava uma chapéu de três lados armados com o véu.

Texto traduzido e adaptado de http://www.silktophats.eu/historytophat.html



Teremos mais postagens sobre Cartolas. Essa foi a história de seu nascimento, mas veremos também a versão feminina.